segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Vale a pena fazer-se notado?

Estive diante de um dilema pessoal e profissional, daqueles que requeriam decisão rápida. Até então, não sei se tomei a decisão certa e, procuro com esta, ganhar argumentos para minha reflexão. Ao entrar num supermercado, avistei um importante cliente. Que coincidência! Estivera há poucos minutos numa reunião na empresa onde esse cliente trabalha, a tratar de um assunto sobre o qual ele ter interesse. Naquele momento, veio a pergunta: abordá-lo ou não abordá-lo? Eis a questão! Abordá-lo significaria me expor, expor a empresa onde trabalho, a ameaçadora sensação de inconveniência. Por outro lado, ao contrário, poderia significar para mim e para a empresa onde trabalho um maior prestígio, pela atenção prestada e até pelas informações ´quentes´ repassadas pós-reunião. Meu sentimento místico de achar que coincidências não existem falou mais alto e então abordei o digno senhor.
- Dr. Fulano, tudo bem, sou Sicrano, da WYZ. Acabo de chegar da reunião do XPTO.
- Olá, tudo bem? E como foi? Foi muita gente?
- Foram cerca de 12 pessoas.
- A Dra. Beltrana foi:
- Não, mas os doutores A, B, C e D estavam lá. Foi muito produtiva. Apareceram novidades.
- Que bom!
- Vou deixar o senhor à vontade. Até breve!
- Boa noite, obrigado!

Enfim, foi um sucesso. Acredito que ganhei pontos pessoais com o citado cliente e acabei gerando pontos para a empresa onde trabalho. Acredito que essas experiências criam na mente do cliente uma referência emocional positiva ao lembrar da empresa e daquele colaborador específico, o que pode fazer diferença no momento de futuras escolhas e negócios.

Acredito que, regra geral, devemos capitalizar esses encontros, essas oportunidades que acontecem frequentemente, de vermos as pessoas em lugares de convivência pública, que cria vínculos e agrega valores nos relacionamentos.

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